sábado, 5 de febrero de 2011

Três - XIII


XIII


A Uxia e o Pau - I


Hacía una hora que Pau se había salido por el portal que da a la Plaza de Xúquer cuando Maruxa cruzaba por el mismo espacio, una vez finalizado su turno de tarde en la empresa de limpieza, Levantina S.L:, adjudicataria de llevar a cabo esas tareas en el campus de la Universidad Politécnica de Valencia.

Uxía había cambiado las sábanas de la cama y en la sala se encontraba leyendo “Cañas y barro” de Blasco Ibáñez, puesto el trabajo de literatura debía ser presentado antes del inicio de la semana de Fallas, cuando se produjo el encuentro su su antecesora que hacía días que no veía.

- ¿Cómo estas cariño?
- Leyendo
- Ya lo veo! . Has cenado ?
- Si, he cenado fuera con las compañeras de clase de la Escuela de Idiomas.
- Nada, pues voy a tomarme un poco de ajo blanco y voy a descansar que estoy para el arrastre guapa.
- Vale, pero no te olvides que el 8 de marzo es mi cumpleaños y cada vez falta menos.
- No me olvidaré cariño, te lo prometo.



Maruxa e Brais - I

Na estação de Santa Apolônia apanharam o comboio para Madrid, o dinheiro ao que tinha direito o Brais solicitou no de uma soa vez, assim puderam pagar as pequenas dividas que tinham e fazer as malas para experimentar a procura de trabalho em outros lugares.

A capital da Espanha, Madrid, onde convive gente de origem muito diferente, era unha cidade onde a integração social parecia no inicio doado, e bom sitio onde a criança que Maruxa levava dentro poderia ver o sol, assim que ele apanhou dois bilhetes e em poucos dias, uma vez arrumadas às malas de taxi chegaram ao lugar de partida.

Estava próximo o natal, e nessa situação era melhor ir lá, e não ficar para que os recordos dos tempos passados não façam entristecer o coração, estava a fazer frio mais a ilusão, a necessidade criava forças que esqueciam o negativo e miravam para adiante em positivo.

Ás dez horas da noite o comboio partia com destino a estação de Atocha em Madrid.


Berta e X - I

She stayed on Praia´s dock looking at freighter, named “Virge do Carmo”, when a sailor from the deck calling for her,

- Hi girl! Invite you come into.
- No, thanks. I am looking for ships that going to travel Lisbon.
- This is your ship.
- Why, I don´t have papers, how is the prize?
- No problem. This is the ship and I am the man, we can arrange a good deal.
- When is Europe departing?
- Tonight at ten, but you have to stay here at two, when captain have to go to harbor´s office and I could pick you.
- Good, I think in it.

Berta walks slowly thinking about risks if she boarding on it, all sailors is men and she will be the only one woman aboard, she was chatting with only sailor “the man”, high level risk. At this moment her foot beats a can beer that goes away and drop into bucket´s “False Miracle”, when she is going to pick up heard a voice “One moment what are you doing” “Sorry, I only was trying to …” “I know I know. Are you OK?” “Yes, yes, I am looking for a ship to Europe, but I am without legal documents and no have much money” “Well, I know a mate on Lisbon that help you there and I offer to work aboard on catamaran civil servant, cocking and cleaning. You choose. On five a.m. we have to set sail and on eleven p.m. you have to stay on dock to boarding, I know security guard and you don´t have any problem to go into the ship” “O.K., If I go with yours at eleven I will be stay”

On eleven Berta stays on dock looking at catamaran “False Miracle” and the bald man, who was talking before, offers his hand and helps her to go into.

- This is the ship you need to up.

jueves, 3 de febrero de 2011

Tchubús-Tchabás I - Improve your English

“Improve your English”

Dentro de los elementos o conocimientos que uno trata de aprender a lo largo de su existencia es el aprendizaje de un idioma o lengua distinta a la materna, sin entrar en la distinción que se podría hacer entre el empleo del término “idioma” o “lengua” para mejor referirnos al código lingüístico y reglas que lo regulan, cuyo aprendizaje permite su interiorización, y así entrar en un mundo lingüístico concreto con sus referentes, símbolos, signos y significados, que nos aporta una visión del mundo en base a una ontología basada en el lenguaje que con cada palabra damos sentido a un ser que antes sólo existía como X, siguiendo a Ferrater Mora en “Fundamentos de mi filosofía”.

Lo bueno de aprender idiomas es poder leer libros escritos en los mismos y relacionarse con personas que hablen el mismo, lo cual hará avanzar nuestro conocimiento empírico; de esta forma el aprendizaje de idiomas es a la vez la mejora de una herramienta para nuestro desarrollo intelectual.

Puestos en esta situación ya desde mediados del siglo XX se ha hecho casi imprescindible el aprendizaje del inglés, y superar una autojustificación negativa de incapacidad heredera que tranquiliza la conciencia de un no querer aprender. Aparecen las academias de idiomas y se regula la enseñanza de los mismos dentro del sector público, y surge todo un mundo editorial de libros y métodos que abarcan desde la enseñanza reglada hasta el autoaprendizaje. Aparecen en los kioscos fascículos que incluyen revistas y una película actual con la que uno puede mejorar su inglés, al oír la versión original con subtitulo en inglés y sin subtítulos.

Pero cá en Guinea Bissau podemos encontrar, merced a la expansión del mercado chino, con un dvd que contiene unas diez películas premiadas en la edición de los oscar del año pasado en versión original en inglés y con subtítulos en inglés. La novedad más importante que podemos encontrar en estas ediciones para mejorar nuestro inglés, es que en algún caso lo que expresa el audio no coincide con lo escrito en los subtítulos; esto nos permite mejorar el idioma realizando la práctica de descubrir que palabra oída no coincide con la escrita, como en algunos casos se puede expresar lo mismo de formas distintas ya que aunque no coincidan el audio y los subtítulos la trama no varía.

Bissau 3 de febrero de 2011

domingo, 30 de enero de 2011

Três XII


XII

A Uxia e o Pau

Uxia combinou com o Pau às dezessete horas na praia da Malvarossa, a subida das temperaturas fazia agradável despir-se e deitar-se numa toalha para que o sol nos fornecesse.

Deitada de barriga no chão olhava com os olhos entreabertos o corpo do Pau, ele excitava o seu interior e sentia um formigar no baixo ventre ao mesmo tempo em que a xoxota ficava umedeada. “Teria ele os mesmos sentimentos? Porque não arriscar?”.

Sem pensar mais pôs-se acima dele e depois de dois beijos nos que apenas roçaram os lábios começaram a beijar-se apaixonalmente. Quando pararam ele diz “Obrigado”

“Obrigado?”

“Sim, eu sou moito envergonhado e não sabia que fazer ou dizer porque gosto de ti, estou a endoidecer e já não sabia que fazer, e pensava em não voltar a olhar para ti”

“Uf! Uf! Uf!!! Mas eu estou aqui e gosto de ti. Sei que as carências emocionais das nossas famílias e do entorno, provoquem em nós confusão, dúvidas, desconfiança, não acreditar em quem nos quer e acreditar naquele que nos faz as beiras só para passar um momento misturando fluidos”

Continuaram a beijar-se enquanto a luz do dia dava passo a uma obscuridade iluminada pelo luar sobre o mar.

“A minha mãe demora em voltar, vamos para o meu quarto?”



Maruxa e Brais

Ia para três anos desde aquele primeiro encontro para jantar peixe-espada “torrado”, que foi para o lixo, mas que nos pôs frente a frente, olho a olho, lábio a lábio, queixo a queixo, até que os dois corpos se fundiam num só, entrelaçando as extremidades até a evasão, e o não pensar.

Ia para dois anos e meio de a fogosidade dos seis primeiros meses, passava o tempo, e passava “tão depressa que não se pára a falar com ninguém”, ia para um ano que Maruxa deixara de trabalhar na peixaria, ia para seis meses da gravidade de Maruxa; e estavam a viver nessa quase-normalidade que dá a monotonia do decorrer do tempo, as situações repetem-se dia a dia, obrigando assim a viver no costume.

Mas é moito fina a linha que está a separar o êxito do fracasso, como já dizera Shackleton na sua viagem a Antártida; decaído e com aparença triste assim chegou a almoçar Brais.

- O escritório fecha no fim do mês.

Os anos adicados ao mesmo permitíranlhe pagar a Segurança Social e ter direito a doze meses de ordenado e tempo para procurar outro trabalho, mais a sua idade nâo ser tarefa doada.

....

Berta e X

O trabalho no Tarrafal já era monótono, conhecia o dia a dia da vila, das suas gentes. Depois de uns meses e próxima a chegar a época das chuvas, Berta voltava a sentir a necessidade de trocar, mudar, de continuar o seu percurso, esperar a comunicação da recisâo uma vez rematada a época seca dava-lhe o empurrão necessário para fazer de novo as malas.

Nos últimos meses posso poupar dinhiero suficiente para tentar sair das ilhas caminho da Europa. Esse destino onde vivem bem, o lugar em que poderia ter tudo aquilo que via pela televisão, um bom carro, uma casa com jardim, roupa para cada evento ao que ir, tocar no B. Leza de Lisboa apresentando o seu disco “Cavaquinho blues”, teria diferentes amantes e algum dia voltaria para Châ.

- Bom dia, queria tomar uma bica

- Eh? Que! – exclamou enquanto voltava a realidade do balcão do bar.

- Uma bica, faz favor.

- Não, sinto, mas eu tenho que ir. De a serio, sinto. Até logo.

Deixou em cima do balcão o avental e o pano e saiu caminho do seu quarto no segundo andar. Em quanto tomava um duche ouviu berrar o seu nome pelo chefe do restaurante, quem foi ao local perante as petições do cliente.

- Berta!!!!!

- Não sei que passou. Eu nâo lhe fez nada, só pedi uma bica.

Meia hora depois com a mala preparada, apresentou-se perante o patrão, contou lhe a sua intenção necessidade de seguir caminho <<>>.

Receveu o dinheiro correspondente e depois da despedida, foi à procura de um “aluguer” para a cidade de Praia.

As quatro da tarde estava no cais do porto à procura de uma embarcação caminho da Europa.
...

miércoles, 15 de diciembre de 2010

Kankouran XVII - Aiwa

“Aiwa”

En breve hará tres años que recuperé la relación con Aiwa. Corría el año 93 en Madrid y hacía pocos meses que iniciara el periplo profesional en la capital y un día en Gran Vía se vio cumplido un deseo que ya llevaba meses llamando.

La evolución personal, los cambios de destino y sobre todo la revolución tecnológica con  los avances en microfísica y tecnología de materiales, hizo que nos fuéramos distanciando hasta prácticamente ignorarnos.

Pero todos esos avances o medios no se encuentran del todo accesibles, o más bien nada, en Guinea Bissau, por lo que vuelven inconscientemente a nuestra mente, aquello que nos rodeaba hacía años, que si que de una forma inconsciente se retoma la relación de Aiwa, que sorprendentemente estaba aún disponible.

En Bissau casi todas las noches al ir para cama inicio el reencuentro con Aiwa, a veces con dificultad, pero habla en español, relata las noticias de última hora y debate sobre algo hasta que uno entra en el mundo del sueño que no de los sueños, aunque por momentos es difícil de entender porque le falla la voz y las palabra se entrecortan. Pero poco antes del amanecer ahí continúa para que con dificultad relatar las noticias de primera hora de la mañana.

Aiwa es una radio K7, walkman que a pesar de transcurrir su período de garantía y próximo a cumplir los 18 años o ya cumplidos, al desconocer donde estaba en el 92, que trae a través de sus auriculares hasta el bairro de Luanda las ondas de Radio Nacional de España desde su sede en Las Palmas.

 

Bissau 15 de diciembre de 2010.

 

 

miércoles, 8 de diciembre de 2010

Kankouran XVI - Cardán

“Cardán”

Dentro del guieneense o kriol de Guinea Bissau nos encontramos con la expresión bo karda kabelu empleada para comunicar que alguien, generalmente una mujer, añade o une o sobrepone piezas independientes o una sola pieza de cabello artificial o natural; vamos que va a la peluquería o a la casa de la vecina y se pone unas extensiones o una peluca. Esta actividad es prácticamente inevitable dentro de los actos previos y preparatorios de actos sociales como los casamientos.

Pero lo que en kriol tratan como una añadidura al pelo natural, en español lo emplean para una actividad que se realiza sobre el propio; así cardar es peinar el pelo desde la punta a la raíz para que quede más hueco de acuerdo con el diccionario on line wordreference.com, con el mismo objetivo de mejorar la apariencia física de su cabello ante un acto social y el público en general. Por lo que hasta que llega el momento del evento se trata de proteger el resultado del cardado.

Cá en Bissau hay otro cardán, que al oírlo evoca al cardao que se hacía las mujeres en los años setenta poniéndose los rulos, dándole vueltas al cabello, más este cardán lo que hace es unir los dos ejes de un vehículo con el objetivo de trasmitir el movimiento de rotación del eje delantero al trasero y formando parte del árbol de transmisión permitir que el vehículo se desplace, y que este nos traslade al acto social correspondiente. Pero este cardán también ha de protegerse y prepararlo ya que en caso de rotura de una cruceta, el árbol de transmisión se cae y el vehículo se detiene y uno puede llegar tarde al evento.

Lo mejor es que antes de una boda se revisen y preparen el cardán, karda y cardao, y si falla el primero, la solución es quitar las piezas de la transmisión y empleando las marchas 4 x 4 continuar a una velocidad no superior a ochenta y llegar con la karda.


Bissau, 8 de diciembre.

sábado, 6 de noviembre de 2010

Kankouran XV- Bissau Halloween

“Bissau Halloween”

Desde finales del siglo XX se ha ido trasladando a Europa la celebración de la noche Halloween exportada de US y Canada, para que los jóvenes se disfracen y salgan por la noche con el objeto de amedentrar a viandantes y ocupantes de viviendas, y en algún caso a cambio de algún presente; y así, la noche del 31 de octubre o las del 1 y 2 de noviembre han dejado de ser aquellas en las que se paseaba “A Santa Compaña”, procesión de almas en pena, por los caminos, a cuyas íbamos en Pobra de Trives a la espera de su paso mientras las historias contadas con argumentos basados en lo sobrenatural creaban el ambiente adecuado.

En Guinea Bissau también existe esta tradición, todavía sin importar el merchandising de Halloween.

El día de difuntos, dos de noviembre, la gente se desplaza hasta los cementerios católicos a depositar flores, o lo más habitual, por ser más económicas, coronas con elementos no naturales pero que dan colorido y cumplen el objetivo de ofrecimiento al difunto a un coste ajustado a las posibilidades del ofecerente, y asimismo colocar alguna vela. Ante la tumba permanece el que hace la ofrenda, familiar o amigo o encomendado, y espera hasta que se consuma un poco la vela y antes de marchar procede al quemado de algún elemento de la corona con el objetivo de que esta no sea deseada como objeto de usurpación para su posterior reventa. Mientras algunos niños desde los muros observan la evolución del quemado de las velas.

Llegado el momento oportuno y ya cuando el que ha depositado la vela por lo general alguno de los observadores del muro se mueve a retirar lo que quede de la vela. Más tarde poco después de que la oscuridad impida la visión algún grupo de niños se desplaza por el barrio golpeando dos trozos de metal cantando algo parecido a “Ave Ave María pelamos pedimos no nome de Jesús”, y se desplazan de casa en casa pidiendo.

Pero ya más entrada la noche, pueden aparecer personajes de mayor edad celebrando la noche de difuntos bissauguineana, con un cántico parecido al siguiente:

Pelamor pelamor de Deus
Mansi na rúa como galo grande

Peamor pelamor de Deus
Mansi na rúa como galo grande

Su ca abri nu porta
No na rombau varanda

El cual viene a decir que Por el amor por el amor de Dios/ Amanece en la calle como gallo grande/Si no abres la puerta arramplamos con la balconada. La cosa parece más seria, así que si uno no quiere encontrarse con que le han llevado algo del exterior de la vivienda, como si se tratase de los mismos espíritus que la noche de San Xoán se llevan verjas y carros en Vilanova de Arousa, puede optar por salir y entregar algo o tratar de negociar la entrega para otro año, claro está que la aceptación del aplazamiento no podrá evitar oír alguna expresión con el objeto de potenciar la superstición como “gatu pretu bade bu kama” (un gato negro se oculta bajo tu cama). Ala tu mismo.

Bissau 6 de noviembre

miércoles, 3 de noviembre de 2010

Kankouran XIV- Labakrús

“Laba-krús”

Teresa Montenegro en su obra “Kriol Ten” define esta expresión empleada en Guinea Bissau, como la lluvia que cae a principios de noviembre, por el día de los fieles difuntos, y que se considera que marca el fin del período de lluvias “vem lavar as cruzes dos túmulos e despois vai-se embora de vez”.

Suponemos que con los años ha ido variando el inicio tan preciso de la última lluvia, ya sea porque recurramos al cambio climático para justificar el mismo o porque a nivel temporal dicho día se reajuste con el movimiento de rotación y traslación con los conocidos como años bisiestos, el caso es que a la última lluvia debemos darle un margen de veinticuatro horas ya sea para que comience el día uno de noviembre finalizando el dos, o que se inicie en este y finalice el tres.

Lo preferible para los practicantes de la religión católica es que comience la tarde del uno finalizando la madrugada del dos, de forma que cuando se trasladan al cementerio a depositar las coronas, las tumbas y las cruces están lavadas por acción de la naturaleza. Pero ayer dos de noviembre a las siete de la tarde, ya entrando la oscuridad y después de que las personas se desplazaran al cementerio a depositar las coronas, “o seu limpo” el cielo no presentaba ninguna nube, lo que parecía amenazar que la tradición se cumpliera, mas a partir de la típica hora que sigue a la cena el viento hizo su aparición seguido de “Maria di pe kumpridu”, la lluvia, que continúo hasta la salida del sol del día tres de noviembre.

Así la previsión para 2011 es que la última lluvia se inicie ya entrada la noche del día dos anticipándose veinticuatro horas o reajustándose en el 2012, que es el próximo año bisiesto.

En Bissau a las 19.40 del 3 de noviembre, noche, sin luz de luna y sin saber si hay nubes que amenacen lluvia, si “seu tindji”.